quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Revista MAD - Todos os Numeros


Mad é uma revista norte-americana de humor satírico fundada pelo empresário William Gaines e pelo editor Harvey Kurtzman em 1952. A revista satiriza todos os aspectos da cultura popular americana, a publicação mensal é o último título sobrevivente da aclamada linha de revistas da EC Comics.

Falar da Mad é falar de William Gaines e de Harvey Kurtzman. Kurtzman trabalhava na editora de Bill Gaines, a EC Comics – no início Educational Comics, especializada em histórias ilustradas da Bíblia; mais tarde, quando o pai de Gaines passou-lhe o controle, Entertainment Comics, focada em livros de sci-fi e horror (que tinha como carro-chefe o best-seller de terror Tales from the Crypt). Era editor comissionado pelas vendas de seus títulos, dois ao todo, contra sete do outro editor, Al Feldstein, que era bem melhor sucedido.

Sem dinheiro, Kurtzman procurou Gaines para um empréstimo. Conseguiu-o, mas com uma condição: que fosse usado para criar um novo título. Gaines lembrou dos esquetes humorísticos no portfolio de Kurtzman, e naquela reunião decidiu-se criar uma revista que fizesse graça das outras revistas.

Enquanto Kurtzman afirma ter surgido com o nome sozinho, Gaines dizia que Mad pipocou durante um brainstorm com Feldstein. De uma maneira ou outra, em outubro de 1952 era lançada Tales Calculated to Drive You Mad (em português, "Histórias com a intenção de levá-lo a loucura"), com arte de colaboradores regulares da EC como Jack Davis, Wally Wood e especialmente Bill Elder, cujo traço tornou-se marca registrada dos primeiros anos da publicação, quando era um livro bimestral. Seu preço: 10 centavos de dólar. John Severin também foi um dos ilustradores que trabalharam quando a revista foi criada.

Desde o início, Mad era como nenhuma outra revista. Trazia um humor tosco, irreverente, agressivo (classificado pelos próprios editores como "humor via veia jugular"); mas quase sempre inteligente, carregado de sátira e crítica social, e impecavelmente bem desenhado. A arte sempre foi uma preocupação maior na revista. Espaços em branco não eram bem-vindos; entupia-se os fundos de piadas visuais, gags, e referências ocultas. Kurtzman teve papel central nessa primeira etapa. Além de escrever grande parte do material, criou o logo da revista, deu vida a Alfred E. Neuman e desenhou capas.

Apesar da proposta inovadora, Mad não foi um sucesso instantâneo. Mas Gaines adorou, e lhe deu fôlego (ou seja, dinheiro) para construir uma base de leitores – o que aconteceu em alguns meses. Já o número 4 esgotou rapidamente, trazendo uma paródia do sucesso maior da época: Superman, impiedosamente parodiado por Wood como Superduperman (no Brasil, Superducahomem na tradução dos anos 70, Superômi na dos 80).3

Sem Kurtzman

A sátira cresceu e estendeu-se; já na metade dos anos 50, Mad não fazia sátira apenas em cima das outras revistas, mas de qualquer aspecto da cultura pop americana. Em julho de 1955, no número 24, Gaines transformou o livro bimestral que possuia o formato comic book em uma revista em formato Magazine 21,5 x 28 cm (formato usado na Revista Veja);4 em parte por um desejo pessoal, mas também por ações da Comics Code Authority, órgão regulador que pressionava Mad por seu estilo subversivo. No ano seguinte, Gaines fechou a EC Comics e manteve apenas com seu título principal. Problemas de dinheiro e distribuição agravaram a publicação, e Kurtzman decidiu saltar do barco.

Depois de perder na justiça a disputa pela posse do título, Kurtzman vagou em projetos de vida curta, até acertar a mão na escrachada National Lampoon e na bem-sucedida tira Little Annie Fanny, ao lado de Bill Elder e publicada na Playboy de 1962 a 1988.

Com a saída do antigo editor, Al Feldstein assumiu o cargo e lá permaneceu até 1984, enquanto a revista crescia em números e influência. Feldstein fez de Mad um sucesso total de vendas, sustentando-se quase inteiramente da venda em banca – já que não teve publicidade na maior parte de sua vida. Desde que assumiu o formato de revista, em 1955, até 2001, não se liam anúncios nas suas páginas. Parte de sua influência pode ser creditada ao fato de que anunciante algum interferia no conteúdo.
Proibição

A revista Mad chegou a ser proibida pelo governo e investigada pelo FBI, mais de uma vez, por incitar a delinqüência juvenil. Professores recolhiam cópias vistas com alunos.

Ao menos na premissa do humor, Mad foi uma espécie de pré-Hustler: nela, nada era sagrado ou tabu. O lema de Gaines era “Não leve nada a sério demais”. Apolítico e ateu, fazia questão de bater forte em política e religião. (Um exemplo: na paródia de Ghostbusters II, um padre se aproxima de Bill Murray e diz: “No clero, somos contra as pessoas acreditarem em nonsense fantástico ou superstições sobrenaturais”, ao que Murray replica: “Claro. Vocês querem que as pessoas acreditem em coisas quotidianas como a Arca de Noé e serpentes falantes com maçãs!”)

Ao contrário dos outros comic books, Mad não era lida pelo público usual – adolescentes –, mas por adultos. Entre os leitores, nomes fundamentais para a história dos quadrinhos alternativos, como Robert Crumb, Jay Lynch e Gilbert Shelton (de The Fabulous Furry Freak Brothers) – todos eles publicados mais tarde por Kurtzman na revista Help! (que teve vida curta, e rodou no início dos 60). Parte disso pode ser explicado porque a revista ocupou um lugar vital na sátira política entre 1950 e 1970, num país onde a paranóia da Guerra Fria e da Caça às Bruxas ocupavam grande parte do cotidiano das pessoas.

Em 1961, Gaines vendeu a revista – seu contador lhe disse que não poderia pagar os impostos sobre o dinheiro que a revista estava arrecadando. Hoje é propriedade da Time Warner, sob a bandeira DC Comics. Apesar do negócio, Gaines continuou à frente das operações da revista até 1992, ano de sua morte – em parte pelo bom relacionamento que mantinha com colaboradores regulares como Al Jaffee, Dave Berg, Don Martin, Sergio Aragonés e Antonio Prohias, que ficaram na revista por décadas. Sua vida está ganhando uma cinebiografia; com o título provisório de Mad Man, o longa está sendo rodado, com roteiro adaptado a partir da biografia de Steven Otfinoski. O filme cobrirá o início da revista, mostrando a vida de Gaines do final dos anos 40 até a década de 50.
Mad Kids

Entre 2006 e 2009, a revista publicou 14 números de "Mad Kids", uma publicação spin-off visando um público mais jovem.5

Grande parte do conteúdo de Mad Kids apareceu originalmente na Mad tradicional; o material reimpresso foi escolhido e editado para refletir os interesses da classe escolar. Mas a revista trimestral também incluiu artigos e cartuns inéditos, assim como passatempos, um calendário, e outros conteúdos relacionados com a atividade que é comum em revistas infantis.6
Mad no Brasil

Mad ganhou versões – e imitações – em 19 países. No Brasil, começou a ser publicada no início dos anos 70, pela editora Vecchi. Desde já com Otacílio D’Assunção (1974-Outubro de 2008), o Ota, no editorial, a Mad atingiu seu apogeu no final daquela década, quando começou a produzir material nacional e mesclá-lo às traduções e adaptações.

Nos anos 80, na seqüência da falência da Vecchi, a revista deixou de ser publicada por vários meses até ser assumida pela Record em meados de 1984, também sob o comando do Ota. E durante toda a década de 90, a MAD continuou sendo publicada pela Editora Record, que assumiu o comando até ao ano 2000. Então sucedeu-se a mesma coisa que há anos atrás: devido às baixas vendas a revista parou de ser publicada. Mas poucos meses depois a revista foi editada pela Mythos. A editora publicou a revista durante 6 anos, tendo o último número sido publicado no final de 2006. Actualmente, e após um período de mais de um ano, - maior período de tempo que a revista deixou de ser publicada no Brasil - a MAD voltou pelas mãos da editora Panini, editada em seus primeiros números pelo Ota e por Raphael Fernandes e, posteriormente, apenas por Raphael (Novembro de 2008-presente).

A Mad teve três nomes no Brasil:

    MAD em Português quando era publicado pela Editora Vecchi
    MAD in Brazil quando era publicado pela Editora Record
    Novo MAD quando era publicado pela Editora Mythos


VECCHI
[1974 - 1983]
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[1974 - 1980]- 2ª Edição
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21

[1976 - 1978] - Livros de Bolso
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16

[1978 - 1980] - MAD Especial
01 02 03 04 05 06 07

RECORD
[1984 - 2000]
001 002 003 004 005 006 007 008 009 010 011 012 013 014 015 016 017 018 019 020 021 022 023 024 025 026 027 028 029 030 031 032 033 034 035 036 037 038 039 040 041 042 043 044 045 046 047 048 049 050 051 052 053 054 055 056 057 058 059 060 061 062 063 064 065 066 067 068 069 070 071 072 073 074 075 076 077 078 079 080 081 082 083 084 085 086 087 088 089 090 091 092 093 094 095 096 097 098 099 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 148 149 150 151 152 153 154 155 156 157 158 159

[1985 - 1993] - MAD Especial
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14

[1992] - MAD Apresenta
01

[1991 - 1992] - MAD Extra
01 02 03

[1996 - 1997] - MAD Super Extra
01 02

MYTHOS
[2000 - 2006]
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[2002] - Edição Extra
01

[2001 - 2006] - Edição Especial
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15

[2002] - MAD Especial Super Colorido
01
PANINI

[2008 - 2015]
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[2008 - 2012] - MAD Especial
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15


[1952 - 1979]
001 002 003 004 005 006 007 008 009 010 011 012 013 014 015 016 017 018 019 020 021 022 023 024 025 026 027 028 029 030 031 032 033 034 035 036 037 038 039 040 041 042 043 044 045 046 047 048 049 050 051 052 053 054 055 056 057 058 059 060 061 062 063 064 065 066 067 068 069 070 071 072 073 074 075 076 077 078 079 080 081 082 083 084 085 086 087 088 089 090 091 092 093 094 095 096 097 098 099 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 148 149 150 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 171 172 173 174 175 176 177 178 179 180 181 182 183 184 185 186 187 188 189 190 191 192 193 194 195 196 197 198 199 200 201 202 203 204 205 206 207 208 209 210 211

[1980 - 1999]
212 213 214 215 216 217 218 219 220 221 222 223 224 225 226 227 228 229 230 231 232 233 234 235 236 237 238 239 240 241 242 243 244 245 246 247 248 249 250 251 252 253 254 255 256 257 258 259 260 261 262 263 264 265 266 267 268 269 270 271 272 273 274 275 276 277 278 279 280 281 282 283 284 285 286 287 288 289 290 291 292 293 294 295 296 297 298 299 300 301 302 303 304 305 306 307 308 309 310 311 312 313 314 315 316 317 318 319 320 321 322 323 324 325 326 327 328 329 330 331 332 333 334 335 336 337 338 339 340 341 342 343 344 345 346 347 348 349 350 351 352 353 354 355 356 357 358 359 360 361 362 363 364 365 366 367 368 369 370 371 372 373 374 375 376 377 378 379 380 381 382 383 384 385 386 387 388

[2000 - 2015]
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19 Comentários :

  1. Havia a Mad e a Heavy Metal, ainda que de contextos diferentes, muito boas.

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    1. Boas Helder!
      É verdade :) eheheh

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  2. Boas, pessoal!
    Muito dez mas... onde eu baixo tudo isso?

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    1. Ola Betto,
      Este post e' so o post que vai sendo actualizado e podes aceder a partir dos menus de acesso rapido (ver coluna do lado direito do blog) - Coleccoes / Series Completas.

      'A medida que for recebendo/encontrando mais revistas, vou actualizando esta coleccao...

      Abcos,
      Giz

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  3. Bem, eu tenho bastantes MAD brasileiras em papel e tenho toda a colecção da MAD Americana em formato digital.

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    1. Oi JPN...podes enviar as americanas para adicionar ao post?
      Se pudesses enviar por Wetransfer era muito fixe.

      Abracao e obrigado,
      Giz

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    2. Claro que sim. O teu mail é *****ise@*******, certo? Queira falar contigo mais umas coisas

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    3. Boas, envia por Wetransfer e podes usar o email do blog: tralhasvarias.bd@gmail.com

      Muito obrigado JPN! :)

      Gizmo

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    4. Desculpa, vi agora que outro amigo se antecipou :)

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    5. Ois, sem problemas :) Já cá estão todas as americanas!
      Giz

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  4. Aonde vocês avisam quando chega uma nova edição dessa revista ?

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    Respostas
    1. Boas amigo,
      Eventualmente sera postada num post em separado...:)

      Abracao,
      Gizmo

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  5. aone eu posso assinar a revista MAD já procurei no site da panini mais nao tem nada sobre MAD ?

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  6. Poxa vida, não sabe o quanto eu queria ter vários scans da MAD, sobretudo da Vecchi e da Record, parabéns pelo site, e que venham muitos, mas MUITO mais scans. Aliás, em breve irei alugar alguns exemplares na cidade da Criança e sua biblioteca aqui em São Bernardo, e se tiver algo inédito, mando os scans pra vocês, beleza? Abraços!

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    Respostas
    1. Ola amigo, bem-vindo ao Tralhas.
      Na verdade tenho todos os scans da MAD em PT-BR, mas estão ainda à espera de restauro....

      Não precisa de enviar scans...eheh

      Gd abraço,
      Gizmo

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    2. Se precisar de ajuda nas restaurações, só me contatar em: https://www.facebook.com/tadeu.debarcelosferreira

      quero muito ver essa coleção, com certeza guardarei em meu computer para as futuras gerações verem o que é humor de verdade, kkkk!

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  7. Oi você sabe qual mad tem uma contra capa com ovelhas brancas olhando ovelhas negras escrito moral de ontem depois tem ovelhas negras olhando uma ovelha branca escrito moral de hoje

    estou procurando e não sei qual edição é

    Obrigado

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